Canadá - 2026
Embarcamos dia 15 de junho e voltamos dia 30.
Quando eu penso que já fui várias vezes ao Canadá, meu coração se enche de alegria. E tenho dois motivos pra isso. Um é que sempre sonhei e desejei conhecer o Canadá. E o outro, claro, para ficar com o Bruninho.
Dessa vez teve um apelo emocional mais forte porque estávamos há meses naquela ansiedade de encontrar com ele por causa da novidade de querer ganhar o mundo em cima de uma bicicleta. Pausa para ouvir a música "tá escrito" com calma. É dia de sol mas o tempo pode fechar...erga essa cabeça mete o pe e vai na fé...muita calma nessa hora.
Não tinha nenhum passeio planeja porque o Bruno estava trabalhando e fazendo um curso todo sábado o dia inteiro. Além disso, estávamos em plena copa do mundo e Edson queria estar disponível para ver os jogos. Inicialmente, ele teve a cara de pau de dizer que ia ficar o tempo todo em casa vendo todos os jogos. Ideia de jerico!! Pensou bem e mudou para "só os jogos dos melhores". Assistimos algumas vezes em uma brasserrie na Santa Catarina e deu tudo certo.
Como o Bruno estava trabalhando, a gente acordava cedo e saia para passear pela cidade. Alguns lugares já conhecidos e outros eu descobria e aumentava minha lista de "Montreal na palma da mão". O bairro dele é muito bom para caminhar e tem metro perto. A rua Whelington é animada e fica bem pertinho. Também fomos na Mount Royal que é peatonal. A cidade estava bem bonita, colorida e iluminada por causa do verão. Festival de jazz e vários pontos com algum músico ou banda tocando. Muito diferente de quando fomos no auge do inverno com neve até a canela. Mas eu ainda acho que a cidade fica linda no inverno.
Depois de alguns dias, o Bruno chegou com a novidade: houve uma quebra no meu contrato. Como assim, o que é isso? E o Edson disse: foi demitido! Exatamente, e ainda falou com um sorriso de orelha a orelha. Facilitou a vida de quem pretendia pedir demissão no final do semestre para sair na aventura em cima da bike.
Logo no primeiro fim de semana, fomos passar o domingo na casa da Juliana e da Alê. Como sempre, muito bom. Elas nos recebem com a maior alegria. Adoram o Bruno. Ficamos super a vontade com elas e a "turma de cachorros". Combinamos de ver o jogo do Brasil no meio da semana e que era um dia de feriado em Montreal (Não lembro de que). Nesse dia, conhecemos um casal amigo delas e adoramos. Saimos de lá com o convite de passar o domingo na casa deles e que era em outra cidade.
Um detalhe é que o espaço da tv na casa delas é bem pequeno e já tinha os três cachorros. Para minha supresa, eles chegaram com mais um!! Nunca me vi num espaço tão pequeno com tantos cachorros por metro quadrado. Fiquei um pouco tensa mas deu tudo certo. Na volta, o Bruno falou que não precisava mesmo me assustar e descreveu as figuras: uma pulga (lili chi), uma medrosa (blanca), um velho e cego (dodo) e um abestado que só tem tamanho (buda).
Ahhh, matei a vontade de entrar no mercado Pasquier. Em todas as viagens que já fui, nunca conheci um mercado como aquele. O Whole Foods nos EUA até lembra mas não chega nem perto. Queria morar em Saint-Jean-sur-Richelieu para ir toda semana fazer compras lá.
Mas voltando ao estado emocional do Bruno, ele estava bem. Super fofo, como sempre. Adora ser mimado. A novidade da vez era o "quase estúdio musical" que tinha na sala dele. Fez uma música linda e ficava treinando no teclado. Adorei isso. Ele também fez uma gravação profissional de uma música que o Edson cantou.
Fomos um dia comprar vinho naquela loja só de bebidas (liquor store) e queria um vinho regional. Os dois reclamaram que Quebec não sabia fazer vinho. Perguntei à vendedora e ela me indicou um rosé muito bom. Gabrielle 2025 - Rivière du Chêne.
Encontramos a Rosina na porta do prédio e, na mesma hora, nos convidou para um jantar no sábado. Claro que preciso descrever a farra gastronômica dessa vez. Entrada - caponata de pimentão amarelo e vermelho, focaccia, queijos. Primeiro prato - uma montanha de massa (parecida com o parafuso) e molho de tomate. Segundo prato - frango assado com batatas. Tudo isso regado com vinho italiano e português. De sobremesa, cerejas e cinnamon roll (enorme). Delícia a cada passo!!! Era tudo feito por ela. Mas, é claro que nem dormi porque demorei umas seis horas para digerir tudo aquilo. Ela nos recebe com muita alegria.
O domingo na casa da Suzana e do Jean foi muito bom. Um pouco mais de uma hora até chegar na cidade deles, que esqueci o nome. Passamos um dia super animado. A casa é uma gracinha e, pela primeira vez, pude ver como mora um canadense de verdade. Eles fizeram um churrasco bem brasileiro porque tinha até picanha. A corrida na piscina com as boias de cisne foi um "evento" à parte. Muito divertido.
No semana seguinte, já nos preparamos para voltar. Ainda aproveitamos para conhecer um mercado asiático enorme e muito legal. Tudo era perfeitamente arrumado e lindo. Também fomos a um shopping diferente (perto da Michaels) para comprar capa e película para o celular do Bruno. Passeamos pelo bairro e compramos ravioli em uma loja pequena com pasta italiana e asiática. Uma delícia.
Dia de voltar! Bruno ainda estava de carro e nos levou ao aeroporto. Abraço bem apertado e uma vontade enorme de já encontrar ele de novo.
Quando chegamos em Gaia, Rafa, Emília e Tiago já estavam em casa nos esperando. No dia seguinte, seguimos para a festa da Dani em Évora.









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