Canadá - setembro de 2025 PARTE 1

Essa viagem foi planejada um pouco em cima da hora. O Bruno estava de licença viajando pela costa leste do Canadá e resolvemos passar os últimos dias da viagem com ele. Então fomos do dia 11 a 22 de setembro. 

Uns dias antes da nossa viagem

Que bonitinho encontrar ele nos esperando no aeroporto e andar no seu "carro novo". O apartamento dele agora no andar de cima e com vista para o pátio do vizinho. Depois de colocar todas as novidades da viagem dele em dia e ver as fotos, saímos para jantar. 

Fomos à pé até uma pizzaria perto da casa. Duas pizzas bem gostosas que ainda sobrou um pouco para o café da manhã. 

No dia seguinte, saímos cedo e fomos andar a pé pelas ruas do bairro do Bruno. Depois, caminhamos um pouco mais para ir até a Canadian Tire porque o Edson queria achar uma tomada específica para carregar o celular. Aliás, procurou até o último momento (no aeroporto) e não achou. E, claro, também entrei na Michaels. Impossível não entrar nessa loja. Fico com vontade de comprar tudo e aprender mil atividades manuais. Paramos para um cafezinho.

Seguimos caminhando!!! Nesse dia, foi um total de 14 km. E o Bruno fica só dizendo que é "logo ali" o próximo destino. Atravessamos a ponte para tomar sorvete em um lugar que eu vi indicação na TV do voo. Dalla Rose, uma sorveteria bem pequena mas simpática e com sabores regionais. Escolhi o de milho do Quebec e adorei. 

Bom, nesse dia, a sobremesa (sorvete) veio antes do almoço. O Bruno tinha escolhido um dinner tradicional naquele bairro para o almoço mas, a sorveteria passou primeiro no nosso caminho e não resistimos.

Chegamos ao Green Spot. Atendimento bem simpático e, a cada cinco minutos, a menina perguntava se estava tudo bem. Eles pediram um sanduíche com uns 5 kg de uma carne defumada que parecia mortadela e eu pedi poutine, para matar a saudade.


No dia seguinte, bem cedo, saímos para nossa road trip 😆 no carro do Bruno. Aquele que já tinha rodado por quase três meses e se transformado no "cafofo" do Bruno. Aliás, o carro tinha mais de 200 mil km rodados. Tipo foi a Rússia e voltou umas cinco vezes. Eu planejei viajar por cidades que ainda não conhecíamos e passar os últimos dias na Île d'Orléans que vimos rapidamente no ano passado. 

Começando a viagem

A primeira parada foi no Parc des Chutes-de-la-Chaudière na cidade de Lévis que fica antes de Quebec City. O dia estava bonito e ele queria nos mostrar a ponte suspensa que dá pra ver da estrada. Muito legal o passeio e ainda tinha uma trilha linda. 


O almoço foi uma tábua de queijos e frios do Quebec e cerveja local na La Boite à Malt e os queijos estavam deliciosos. 

Fizemos o check in no Hotel Cofortel, que foi o mesmo do ano passado. Tudo igual e com direito a parar o carro quase dentro do quarto. Em seguida, já saímos para bater perna em Quebec, A cidade estava bem movimentada porque era sábado e final de verão. Turista pra todo lado. Adoro andar por todas aquelas ruas charmosas de conto de fadas. Só faltou a neve que vimos da primeira vez. A cidade no inverno fica um sonho.

O Chateau Frontenac continua lindo e imponente no mesmo lugar. Só que caríssimo!! Ainda não foi dessa vez. 

Escolhemos o mesmo restaurante para jantar no final da tarde, o Alphonse. Mesas na calçada com direito a ver toda a movimentação de turistas enquanto tomava um vinho rosé do Quebec (Domaine des Salamandres). Ficamos até tarde caminhando e a cada momento parecia que as ruas ficavam mais cheia de turistas. Claro que nada perto da loucura que é caminhar na cidade do Porto durante o verão. Terminamos a noite tomando sorvete de manteiga de amendoim na Cows. Que delícia!!


Dormimos super bem e, no dia seguinte, tomamos café da manhã no hotel. Muito cheio mas sentamos rápido e tudo estava bom. Na hora do check out, um pequeno detalhe com relação ao meu "alto nível de inglês". Eles foram para o carro e eu para a recepção. Cheguei falando em inglês que gostaria de fazer o check out. A menina prontamente falou uma frase grande e que eu não entendi porque achei que ela estava falando em francês. Então eu disse: "please, can you speak in english?". E ela, meio assustada, respondeu: "I'm in english"!!! Socorro!! Quem mandou ela fazer cursinho básico?

E seguimos para Chicoutimi. Já foi uma cidade, mas em 2002 deixou de ser e virou um distrito de Saguenay. Fica às margens do rio Saguenay.  Sempre na entrada das cidades existem aqueles espaços enormes nos dois lados da pista com lojas como Dolarama, Canadian Tire, Walmart e várias outras. Paramos para comprar grãos na BulkBarn. Que loucura! Não dá vontade de ir embora da loja e ainda comprar tudo. De nozes a temperos, tudo comprado a granel com organização nota 10. Um sonho de consumo mas que não tem aqui em Portugal.

Do outro lado da rua tinha um restaurante que se chamava La Belle et la Boeuf e confesso que o nome me atraiu. Rodamos procurando algum outro mas acabamos voltando pra esse do nome sugestivo. Lugar grande, bem decorado com uma prateleira imensa de livros e um bar na outra parede. Na entrada do banheiro, um urso enorme! E o banheiro feminino todo rosa no estilo menininha. Comemos muito bem o bom e velho hambúrguer com poutine.


Passeamos pela cidade, que no inverno é uma nas que mais neva no mundo. Bruno disse que tem um acumulo de 3,5 metros de neve. Ou seja, a pessoa precisa limpar, pelo menos, a porta da sua casa se quiser sair. Na década de 90, teve uma grande enchente na cidade e muitas casas foram alagadas e caíram. Visitamos a Petit Maison Blanche, a casinha branca que sobreviveu à enchente e virou museu. Muito bom conhecer a história e como foi o resgate da senhora de mais de oitenta anos que vivia na casa. O museu é uma gracinha. 


Fomos conhecer nosso hotel onde tínhamos reserva para dois dias. O Chateau Murdok Gite et Esthétique 1950. Uma mansão linda construída na década de 50 por um influente político da região. A casa foi projetada com 23 cômodos distribuídos em dois andares. Hoje a casa virou um Bed and Breakfast administrada pelo casal François e Natalie. Para entrar na casa, precisa tirar os sapatos. Nunca tinha feito isso em um hotel mas depois tive que fazer nos outros dois hotéis que ficamos. O chão estava impecavelmente limpo. Andei o tempo todo de meias brancas e elas continuaram perfeitas. O François se apresentou como barista e disse que nós tomaríamos o melhor café da vida no breakfast. E, sem dúvida, estava delicioso. Ficamos em um quarto conjugado no andar de cima da casa com um banheiro bem antigo e todo rosa entre os dois quartos. 

Fico imaginando como deve ser incrível ficar nessa casa durante o inverno. Sentar na sala de "refrescamento" para tomar um chá e ler um bom livro enquanto a neve cai lá fora. Quem sabe um dia...

Por indicação da Natalie, jantamos no bistro Summum mas ele já estava no meu roteiro. Muito bom! Pedi um nhoque com molho de tomate e linguiça produzida na cidade que estava uma delícia.

No dia seguinte, após uma boa noite de sono, fomos de meia para a sala de refeição. Me senti em casa! Café da manhã delicioso e com serviço a la carte. 

Com a barriguinha cheia, partimos para uma trilha no parque Sentier Eucher na rota dos fiordes. O dia estava lindo e a trilha era bem legal. Não fomos até o final porque um casal passou e nos desanimou (eu desanimei) um pouco por causa do chão escorregadio e a inclinação. A boa notícia é que não tinha ursos. 😊


Seguimos depois para a cidade deserta La Baie. O caminho era lindo mas a cidade era tipo fantasma mesmo. Só tinha uma lojinha de sabonetes e uma sorveteria abertas na rua principal. E mesmo com uma navio enorme parado no cais. Onde estavam as pessoas? Não sei! Entramos em um restaurante grande e completamente vazio para almoçar. Não lembro o nome mas também não gostei da comida. 

Mas valeu pelo sorvete de caramelo salgado depois naquela sorveteria aberta. Seguimos de carro para o outro lado da cidade e encontramos um boliche muito lindo. Pena que não passamos por lá antes do nosso almoço no restaurante fantasma e sem graça. Aliás, o boliche também estava vazio mas aproveitamos para jogar uma partida. Edson ganhou com uma diferença de um ponto para o Bruno.

À noite, fomos na pizzaria Piazzetta que também já estava no meu roteiro. Eu e Bruno dividimos uma pizza que estava deliciosa e Edson pediu um ravioli da lagosta muito bom também. A sobremesa era a estrela sazonal da casa, uma espécie de cheesecake crocante de mirtilo. 


Depois de dois dias no Chateau Murdok, tomamos nosso café da manhã e seguimos na estrada para o próximo destino, La Malbaie. No caminho, continuamos pela rota dos fjords en Kayak. Conhecemos L'Anse-Saint-Jean onde fomos a um cais com uma pequena praia de rio e depois atravessamos uma ponte coberta como em "As pontes de Madison", o filme que eu amo. 

Marcamos um lugar na nossa reta para o almoço mas chegamos faltando dois minutos para fechar. Gentilmente, nos deixaram entrar e comemos nosso hambúrguer de salmão. Restaurant Sur-Mer em Saint-Simeón. E exatamente alguns minutos depois chegaram umas pessoas e foram barradas. Demos sorte porque ali não tinha outra opção. 

Continuamos no caminho do nosso novo hotel mas antes paramos na La Famille Migneron de Charlevoix para uma degustação de queijos e vinhos. Delícia! Sentados ao ar livre em uma mesa num espaço bonito comendo nosso queijo Vieilli e provando os vinhos da casa. 

Seguimos na estrada para La Malbaie que faz parte da Região de Charlevoix. No século XIX os americanos iam para essa cidade que era uma espécie de Capri ou Búzios. A UNESCO reconheceu esta região como uma reserva de biosfera. La Malbaie tem 8 mil habitantes e fica na beira do rio São Lourenço.

Encontramos nosso próximo Bed and Breakfast, o Alberge la Châtelaine. Me apaixonei pela casa. Foi construída por volta de 1880 por uma americano de New York para passar férias com a família. Uma casa cheia de detalhes e com um anfitrião super gentil e simpático. Nossos quartos eram no sótão e, com certeza, antes de uma reforma para virar hotel, deve ter sido a acomodação dos empregados. Adorei tudo e queria muito voltar um dia para essa casa. Café da manhã em uma sala bem aconchegante e cheio de preparações feita pelo simpático anfitrião. Pena que foi só uma noite porque eu passaria a semana inteira. Pertinho do hotel tem o famoso Fairmont com seus belos jardins e hóspedes idosos. Também tinha uma rua cheia de restaurantes charmosos e escolhemos um italiano para o nosso jantar, o Allegro. Nós éramos os jovens do restaurante. Chamou a atenção uma playlist de músicas que não combinava com o público que frequentava o lugar. Tudo bem, o que importa é que meu ravioli de lagosta estava divino! E os churros de sobremesa também.



No dia seguinte, depois do delicioso café da manhã, pegamos uma balsa em St-Joseph-de-la-rive para conhecer uma ilha charmosa, a L'isle-aux-coudres. Visitamos a Cidrerie et Vergers Pedneault onde Edson e Bruno provaram todos os vinhos. Cidra é bom mas nem tanto. Do outro lado da rua entramos na Aux Fruits du Biscuitier para um cafezinho com um cookie de maçã. Muito bom!! Nessa loja vendia potinhos com o preparado em pó para fazer cookie em casa. Achei um charme. 


Antes de seguir para nosso próximo destino, meu roteiro tinha uma parada na Baie-Saint-Paul. Uma cidade com uma rua que parece a Rua das Pedras em Búzios. Muita gente caminhando para todos os lados, várias lojinhas e restaurantes. Escolhemos o Le Saint-Pub Micro brasserie e não teve erro. 

Próxima parada: dois dias na Île D'Orléans porque foi pouco da última vez. Nosso hotel era super diferente. A casa de uma família que morava no basement e tinha sala de refeição no térreo e quartos de hóspedes em cima. Ficamos em dois quartos enormes. Uma decoração marroquina. Para o meu gosto, um exagero de móveis e objetos no quarto mas, nada disso impediu o conforto das duas noites que dormimos. No banheiro tinha uma banheira exótica e bem diferente. Não me adaptei muito a ela mas tomei banho direitinho. O café da manhã foi um ritual. O anfitrião era bem sério e metódico. Tudo era servido aos poucos, bastava sentar e esperar. Comemos muito bem nos dois dias. 

Um detalhe pra não esquecer. Tinha uma colcha linda na cama dessa pousada. Eu fiquei encantada mesmo. Disse que aquilo era uma preciosidade, que tinha vindo do Marrocos, que era toda bordada a mão…. Aí o Bruno sugeriu que eu deveria fazer uma oferta pela colcha. Mas eu falei que não poderia levar para Portugal porque estava com mala de mão. O Edson ainda falou que poderia deixar com o Bruno pra levar no Natal. Bom, descemos para o café da manhã. Pedi ao Bruno pra perguntar de onde era aquela colcha que eu tinha adorado. Da Temu!!!! Ou seja, daqueles contêineres gigantes que vem da China! Melhor não pensar mais no assunto! 

Dessa vez, exploramos mais a ilha. Vimos a loja de chocolates, fazenda de abóboras e de maçãs com direito a colheita. Visitamos a Cassis Monna et Filles e ficamos "contemplando" a vista sentados nas cadeiras amarelas. No primeiro dia, almoçamos uma tábua de queijos locais com degustação de vinhos  na Vignoble Isle de Bacchus. Sentamos em uma mesa rústica no jardim com uma linda vista e o dia estava perfeito. A noite jantamos em um auberge que esqueci o nome. Mesa na beira do rio e ficamos até o anoitecer. 

Também conhecemos outro auberge com restaurante na noite seguinte mas ventava muito e não conseguimos ficar na varanda. Lugar agradável e com uma comida muito boa. Eu escolhi um tartar de beterraba muito bom. 

No dia seguinte, aniversários do Edson e ele escolheu colher maçãs para começar a comemorar. No caminho de volta para Montreal, paramos em Drummondville para almoçar. A cidade era grande e estava bem movimentada. Bruno achou o Coco Royal porque o aniversariante queria comer crepe. Aliás, crepes imensos e ainda bem que escolhemos só dois e mesmo assim, sobrou. E a gente tinha que guardar a barriga para a farra gastronômica que teria na casa da Rosina a noite.

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